sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

... um passeio pela natureza!

...Oh, que bom ver-te!!
... no meio delas, também me sinto erguida.....

Este passeio pelo jardim de Serralves foi muito agradável. Encontrei vários amigos - ÁRVORES que já não via há muito tempo. Senti-me acarinhada, pois cada uma falou comigo de maneira diferente! Neste jardim, as árvores são muito esguias, com raízes muito assentes no chão embora, por vezes, inclinem-se para pedir um abraço a quem passa.
Gostei da sinceridade delas e este conforto ambiental equilibrou a minha mente da demagogia do contemporâneo "sustentável" e "domotizado" que desculpa e culpa tudo.
Instintivamente reagi e por isso, Recordo este modo de vida a cada visitante.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

A minha segunda Terra NATAL!

Porta Nova

Braga é uma planta Barroca. Não tem cheiro mas tem alma. As suas tradições e os seus costumes florescem nos meses festivos, permitindo a confraternização e a benção dos homens.

A chuva, quando a rega, dá-lhe cor e brilho, fortalecendo toda a raiz da edificação que a ampara. Assim, os repuxos desabroxam espelhando as igrejas e os timbres das suas sombras abraçam olhares carentes de alegria.

Durante o dia, Braga abre-se de sorrisos pois quem deambula por ela precisa de energia para reconhecer tão somente o bem-estar de estar-mos vivos. Á noite, por entre portas e janelas, flutua num silêncio moribundo. Espreitam os laços de amizade e os nós mais criativos encandeiam-se em flashes de emoção.

Braga é pacata e compacta. Sabe reconhecer, quando estimada, o seu antigo amigo e manter-se firme à lealdade do seu verdadeiro eu. Tem momentos de expectativa, por vezes ansiosos, pois a sua tonalidade heterogénea rasga-se por ruas pedonais banhadas de solidão. Não é o cravo nem é a rosa que a comprometem mas, sim, uma força interior que a realça e a reflete numa pérola irregular.


Av. Central
Av. da Liberdade

Jardim Santa Bárbara (jardim dos namorados)
Av. da Liberdade (Teatro Circo)


(Av. Central) - O centro histórico é convidativo e merece algum respeito, pois é nele que muitas personalidades se cruzam, fazendo e refazendo amizades, como se nos ensinas sem a estar bem connosco mesmo. Assim, a caminhar, aprendi a saborear os momentos, ajudou-me a reflectir e, sobretudo, a fortalecer as minhas expectativas.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Desabafos de Alma....


"... a cidade não é um lugar. É a moldura de uma vida, um chão para a memória.."

Em Lisboa, o rio protege-me. Eu sinto-o na pele. Respiro. Uma vez e outra vez. Por vezes, inspecciono o espaço à minha volta e analiso se a imagem que o rio me devolve encaixa em mim.

Cada bairro, monumento/casa e, sobretudo, as pessoas, são feitas de histórias que vão moldando a paisagem e a própria personalidade de cada lugar.

Lisboa é uma manta de retalhos de vivências, espaços e estilos. É uma cidade cheia de recantos interessantes, onde nos podemos perder enquanto se passeia.
É DisTo que eu GOStO!