Porta Nova
Braga é uma planta Barroca. Não tem cheiro mas tem alma. As suas tradições e os seus costumes florescem nos meses festivos, permitindo a confraternização e a benção dos homens.
A chuva, quando a rega, dá-lhe cor e brilho, fortalecendo toda a raiz da edificação que a ampara. Assim, os repuxos desabroxam espelhando as igrejas e os timbres das suas sombras abraçam olhares carentes de alegria.
Durante o dia, Braga abre-se de sorrisos pois quem deambula por ela precisa de energia para reconhecer tão somente o bem-estar de estar-mos vivos. Á noite, por entre portas e janelas, flutua num silêncio moribundo. Espreitam os laços de amizade e os nós mais criativos encandeiam-se em flashes de emoção.
Braga é pacata e compacta. Sabe reconhecer, quando estimada, o seu antigo amigo e manter-se firme à lealdade do seu verdadeiro eu. Tem momentos de expectativa, por vezes ansiosos, pois a sua tonalidade heterogénea rasga-se por ruas pedonais banhadas de solidão. Não é o cravo nem é a rosa que a comprometem mas, sim, uma força interior que a realça e a reflete numa pérola irregular.

Av. Central
Av. da Liberdade
Jardim Santa Bárbara (jardim dos namorados)
Av. da Liberdade (Teatro Circo)(Av. Central) - O centro histórico é convidativo e merece algum respeito, pois é nele que muitas personalidades se cruzam, fazendo e refazendo amizades, como se nos ensinas sem a estar bem connosco mesmo. Assim, a caminhar, aprendi a saborear os momentos, ajudou-me a reflectir e, sobretudo, a fortalecer as minhas expectativas.

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